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quinta-feira, 24 de março de 2011

Poemas de Fernando Pessoa " Horizonte"


O mar anterior a nós, teus medos
Tinham coral e praias e arvoredos.
Desvendadas a noite e a cerração,
As tormentas passadas e o mistério,
Abria em flor o Longe, e o Sul sidério
'Splendia sobre as naus da iniciação.

Linha severa da longínqua costa —
Quando a nau se aproxima ergue-se a encosta
Em árvores onde o Longe nada tinha;
Mais perto, abre-se a terra em sons e cores:
E, no desembarcar, há aves, flores,
Onde era só, de longe a abstrata linha

O sonho é ver as formas invisíveis
Da distância imprecisa, e, com sensíveis
Movimentos da esp'rança e da vontade,
Buscar na linha fria do horizonte
A árvore, a praia, a flor, a ave, a fonte —
Os beijos merecidos da Verdade.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Estrutura

Estrutura:
Publicado em 1572, "Os Lusíadas" é considerado o maior poema épico da língua portuguesa. Constituído de dez cantos. Canto é a maior unidade de composição da epopéia, estando para esse gênero como o capítulo está para o romance.

"Os Lusíadas" somam 1102 estrofes, em oitava-rima [ABABABCC]. Ao todo, são 8816 versos decassílabos.

Título:

Lusíadas - significa "Lusitanos", ou seja, são os próprios lusos, em sua alma como em sua ação.

Herói:
O herói de "Os Lusíadas" não é Vasco da Gama, mas sim todo povo português [do qual Vasco da Gama é digno representante].

Tema:

Camões cantará as conquistas de Portugal, as glórias dos navegadores, os reis do passado; em outras palavras, a história de Portugal.

Ação:

A ação histórica- a viagem de Vasco da Gama, onde são também apresentados fatos importantes da história de Portugal;

A ação mitológica- a luta entre Vênus [protetora dos portugueses] e Baco [adversário desses navegantes].

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Análise da obra


Publicado em 1572 sob a proteção do Rei D. Sebastião, o poema épico "Os Lusíadas", de Luís Vaz de Camões, tem como assunto central a viagem de Vasco da Gama às Índias (1497 - 1498). As perigosas viagens por mares nunca dantes navegados, o contato com povos e costumes diferentes, a exaltação do homem-herói (navegador, soldado, aventureiro, cavaleiro e amante) encontram, na euforia antropocêntrica do Renascimento, um instante oportuno para o sentimento heróico e conquistador, não apenas dos portugueses, mas de toda Europa quinhentista.